31 de jan de 2011

ESSES POLÍTICOS...


 Certo dia um florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo . Após o
 corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro repondeu:
 
 - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço
 comunitário essa semana .
 
 O florista ficou feliz e foi embora . No dia seguinte , ao abrir a
 barbearia , havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota
 de agradecimento do florista .
 
 Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo . Após o
 corte , ao pagar , o barbeiro disse:
 
 - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço
 comunitário essa semana .
 
 O padeiro ficou feliz e foi embora . No dia seguinte , ao abrir a
 barbearia , havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de
 agradecimento do padeiro .
 
 Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo .
 Novamente , ao pedir para pagar , o barbeiro disse:
 
 - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço
 comunitário essa semana .
 
 O deputado ficou feliz e foi embora . No dia seguinte , quando o
 barbeiro veio abrir sua barbearia , havia uma dúzia de deputados
 fazendo fila para cortar cabelo .
 
 Essa história ilustra bem a grande diferença entre os cidadãos do
 nosso país e os políticos que o administram.
 
 ” POLÍTICOS E FRALDAS DEVEM SER TROCADOS COM FREQÜÊNCIA PELO MESMO MOTIVO !”

26 de jan de 2011

SOBRE A BÍBLIA - POR ROBERT G. INGERSOLL - PARTE II


O Velho Testamento é inspirado?

Caso fosse, deveria ser um livro que nenhum outro homem — ou grupo de homens — pudesse produzir.
Deveria conter a perfeição da filosofia.
Deveria estar totalmente de acordo com cada fato da natureza.
Não deveria conter erros em astronomia, geologia ou em quaisquer outros assuntos ou ciências.
Sua moral deveria ser a mais sublime e pura.
Suas leis e suas regras para controle de conduta deveriam ser justas, sábias, perfeitas e perfeitamente adequadas aos fins visados.
Não deveria conter quaisquer coisas que tornassem o homem cruel, vingativo ou infame.
Deveria estar repleto de inteligência, de justiça, de pureza, de honestidade, de clemência e de espírito de liberdade.
Deveria opor-se à contenda, à guerra, à escravidão, à cobiça, à ignorância, à credulidade e à superstição.
Deveria desenvolver o intelecto e civilizar o coração.
Deveria satisfazer o coração e a mente dos melhores e dos mais sábios.
Deveria ser verdadeiro.
O Velho Testamento satisfaz esses quesitos?
Há algo no Velho Testamento — na história, na teoria, na lei, na moral, na ciência — acima e além das ideias, das crenças, dos costumes e dos preconceitos de seus autores e dos povos entre os quais viveram?
Há qualquer indício de uma iluminação de origem sobrenatural?
Os antigos hebreus acreditavam que a Terra era o centro do Universo e que o sol, a lua e as estrelas eram manchas no céu.
Com isso a Bíblia concorda.
Pensavam que a Terra era plana, com quatro cantos; que o céu, o firmamento, era sólido — o piso da morada de Jeová.
A Bíblia ensina o mesmo.
Imaginavam que o sol viajava ao redor da Terra e que, parando-se o sol, o dia poderia ser prolongado.
A Bíblia concorda com isso.
Acreditavam que Adão e Eva foram os primeiros seres humanos; que haviam sido criados poucos anos antes deles — os hebreus —, e que eles próprios eram seus descendentes diretos.
Isso a Bíblia ensina.
Se há algo certo, é que os autores da Bíblia estavam enganados sobre a criação, a astronomia, a geologia; sobre as causas dos fenômenos, a origem do mal e as causas da morte.
Deve-se admitir que, se um Ser infinito é o autor da Bíblia, então deveria saber todas as ciências, todos os fatos, e estar acima de quaisquer erros.
Se, entretanto, existem erros, enganos, falsas teorias, mitos ignorantes e asneiras na Bíblia, então deve ter sido escrita por seres finitos; ou seja, por homens ignorantes e equivocados.
Nada poderia ser mais óbvio que isso.
Por séculos a Igreja insistiu que a Bíblia era absolutamente veraz; que não continha quaisquer erros; que a história da criação era verdadeira; que sua astronomia e geologia estavam de acordo com os fatos; que os cientistas que discordavam do Velho Testamento eram infiéis e ateus.
Agora as coisas mudaram. Os cristãos educados admitem que os autores da Bíblia não estavam inspirados para as ciências. Agora dizem que Deus — ou Jeová — não inspirou os autores desse livro com a finalidade de instruir o mundo sobre astronomia, geologia ou qualquer ciência. Agora admitem que os homens inspirados que escreveram o Velho Testamento desconheciam totalmente qualquer ciência, e que escreveram sobre a Terra, as estrelas, o sol e a lua de acordo com a ignorância da época.
Foram necessários muitos séculos para forçar os teólogos a admitirem isso. Com relutância, cheios de malícia e ódio, os padres se retirarem de campo, deixando a vitória com a ciência.
Então tomaram outra posição.
Declararam que os autores — ou os escritores — da Bíblia estavam inspirados sobre coisas espirituais e morais; que Jeová queria que seus filhos soubessem de sua vontade e de seu amor infinito; que Jeová, vendo seu povo corrompido, ignorante e depravado, desejou torná-lo compassivo, justo, sábio e espiritual, e que a inspiração da Bíblia reside nas ideias sobre leis, na religião que ensina e em suas ideias governamentais.
Esta é a questão agora:
A Bíblia está mais próxima da verdade em suas noções sobre justiça, piedade, moral ou religiosidade do que está em suas noções sobre ciência? A Bíblia é moral?
Ela apoia a escravidão — ela sanciona poligamia.
Será que algum demônio conseguia fazer pior?
Ela é misericordiosa?
Na guerra, ela alçava a bandeira negra; comandava a destruição e o massacre de todos — dos idosos, dos fracos, dos inválidos, das mulheres e dos bebês.
Suas leis são inspiradas?
Centenas de ofensas eram punidas com a morte. Trabalhar nos domingos ou assassinar seu pai na segunda eram crimes de mesmo peso. Na literatura mundial não há qualquer código de leis mais sangrento. A lei da vingança — da retaliação — era a lei de Jeová. Olho por olho, dente por dente, membro por membro.
Isso é selvageria — não filosofia.
Ela é justa e racional?
A Bíblia contrapõe-se à tolerância religiosa — à liberdade religiosa. Todos que discordassem da maioria eram apedrejados até a morte. Investigar era um crime. Maridos eram ordenados a denunciar e ajudar no assassinato de suas esposas descrentes.
A Bíblia é civilizada?
Ela apoia a mentira, o furto, o roubo, o assassinato, a venda de carne estragada a estranhos e até o sacrifício de seres humanos a Jeová.
Ela é filosófica?
Ensina que os pecados das pessoas podem ser transferidos a um animal — a um bode. Faz da maternidade uma ofensa que precisa ser compensada com uma oferenda.
Dar luz a um menino era mau, dar luz a uma menina era duas vezes mau. (cf. Levítico 12)
Produzir o óleo que os padres utilizavam era uma ofensa passível de pena de morte.
O sangue de um pássaro morto em água corrente era considerado medicinal. (cf. Levítico 14)
Um Deus civilizado sujaria seu altar com o sangue de bois, ovelhas e pombas? Transformaria todos padres em açougueiros? Deliciaria-se com o odor de carne queimando?

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NOTA DESTE BLOGGER: O QUE TEMOS A FALAR SOBRE ISSO?

24 de jan de 2011

MEA CULPA

Estou me sentindo como que vigiado até mesmo dentro de casa. Tenho que estar prestando contas toda hora de tudo para todos.
Ir de encontro à maré não é fácil, você tem que ter força e muita vontade própria. Alguém vem sempre me falar sobre o que ando lendo e aprendendo. Mas as leituras tem me ensinado muito. Deixei de ser tão proselitista e aprendi a fazer mais análise de tudo o que me falam. Nem tão pouco me tornei um pseudo ateu, como escreveu um grande blogger em seu site.
Não deixei de acreditar, em Deus e em dimensões transcendentais, mesmo porque a própria filosofia me garante isso: que eu posso crer no transcendental, mesmo que seja uma filosofia antiquada, como poderiam dizer os materialistas e naturalistas de hoje em dia.
Com relação às igrejas e religiões, tudo mudou e o que tenho a dizer, se algum dos meus críticos chegarem até aqui, é que não me considero mais preso a nenhum dogma, doutrina, denominação, colocações e/ou autoridades de homens. Não creio mais em mitos, em livros que se dizem sagrados e que ninguém respeita ou segue e com absurdos que não é possível conseguir aceitar nem como razoáveis.
Estou fora de religião e nem brigo ou discuto por nenhuma delas, pois só trazem divisões. Busco a Deus pela minha razão e somente por ela continuo a minha busca e não da forma como homens em condições duvidosas querem me fazer acreditar. Posso sim ser feliz fora da igreja como assim estou e sem angústia nenhuma, sabendo que posso encontrar a Deus fora de todas as religiões.
Prefiro seguir minha consciência, que sei que é limpa e não tende para o mal, sabendo que minha espiritualidade depende de mim mesmo, dos meus valores e não de autoridades espirituais inescrupulosas com tendências às mentiras, para deleite próprio.
Estou livre das tradições que me acompanhavam desde a infância que me amedrontavam. Mea culpa, por não ter visto isso anteriormente e mais cedo.
Entre escolher ser uma pessoa religiosa ou uma pessoa racional, prefiro mil vezes escolher a segunda opção, porque sei que não cometerei exageros e nem danos à ninguém.

22 de jan de 2011

SOBRE A BÍBLIA SAGRADA - POR ROBERT G. INGERSOLL



Escrito em 1894
Alguém precisava dizer a verdade sobre a Bíblia. Os padres não ousariam, pois seriam expulsos de seus púlpitos. Os professores nas faculdades não ousariam, pois perderiam seus salários. Os políticos não ousariam, pois seriam derrotados. Os editores não ousariam, pois perderiam seus leitores. Os comerciantes não ousariam, pois perderiam seus clientes. Os homens de prestígio não ousariam, temendo perder seus admiradores. Nem mesmo os balconistas ousariam, pois poderiam ser despedidos. Então resolvi fazer isso eu mesmo.
Há milhões de pessoas que creem que a Bíblia é a palavra inspirada por Deus — milhões que pensam que este livro é um báculo e um guia, um conselheiro e um consolador; que preenche o presente com paz e o futuro com esperança — milhões que creem que é a fonte da lei, da justiça e da clemência, e que o mundo deve sua liberdade, riqueza e civilidade aos seus sábios e benignos ensinamentos — milhões que acreditam que este livro é a revelação da sabedoria e do amor de Deus ao cérebro e coração do homem — milhões que consideram este livro como uma tocha que sobrepuja a escuridão da morte e derrama seu brilho em outro mundo — um mundo sem lágrimas.
Entretanto, esquecem-se de sua ignorância e selvageria, de seu ódio à liberdade, de sua perseguição religiosa; lembram-se do céu, mas esquecem-se do calabouço da dor eterna. Esquecem-se de que aprisiona a mente e corrompe o coração. Esquecem-se de que é um inimigo da liberdade intelectual. A liberdade é minha religião. Liberdade das mãos e da mente — no pensar e no trabalhar. Liberdade é uma palavra odiada pelos reis e amaldiçoada pelos papas. É uma palavra que despedaça tronos e altares — que deixa a coroa sem súditos e as mãos estendidas da superstição sem esmolas. Liberdade é a consequência, o fruto da justiça — o perfume da clemência. Liberdade é a semente e o solo, o ar e a luz, o orvalho e a chuva do progresso, o amor e a alegria.

I


A origem da Bíblia

Algumas famílias errantes — pobres, esfarrapadas, sem educação, arte ou poder; descendentes daqueles que foram escravizados por quatro séculos; ignorantes como os habitantes da África Central — haviam acabado de escapar de seus senhores ao deserto do Sinai. Seu líder era Moisés, um homem que havia sido criado pela família do faraó e que havia aprendido a lei e a mitologia do Egito. No intuito de controlar seus seguidores, fingiu ser instruído e assistido por Jeová, o Deus desses andarilhos.
Tudo que acontecia era atribuído à interferência desse Deus. Moisés disse que encontrou esse Deus face a face; disse que no topo do Monte Sinai recebeu das mãos desse Deus as tábuas de pedra nas quais, pelas próprias mãos de Deus, os Dez Mandamentos foram escritos, e que, além disso, Jeová o informou sobre quais sacrifícios e cerimônias lhe eram agradáveis e quais leis deveriam governar esse povo.
Deste modo a religião judaica e o Código Mosaico foram estabelecidos.
Agora se alega que essa religião e essas leis foram reveladas e estabelecidas para toda a humanidade.
Naquele tempo esses andarilhos não possuíam comércio com outras nações, não possuíam linguagem escrita, não podiam ler nem escrever. Não possuíam meios para fazer com que outras nações tomassem conhecimento daquela revelação, que assim permaneceu enterrada no linguajar de umas poucas tribos ignorantes, empobrecidas e desconhecidas por mais de dois mil anos.
Muitos séculos após Moisés — o líder — ter morrido, muitos séculos após todos seus seguidores terem morrido, o Pentateuco foi escrito — uma obra de muitos escritores —, e para lhe conferir força e autoridade, afirmou-se que era de autoria de Moisés.
Hoje sabemos que o Pentateuco não foi escrito por Moisés.
Nele são mencionadas cidades que nem existiam na época em que Moisés viveu.
Nele é mencionado dinheiro que só foi cunhado séculos após sua morte.
Assim, muitas das leis não eram compatíveis com viajantes do deserto — leis sobre agricultura, sobre o sacrifício de bois, ovelhas e pombas, sobre tecelagem de roupas, sobre ornamentos de ouro e prata, sobre o cultivo da terra, sobre a colheita, sobre o debulhamento de grãos, sobre casas e templos, sobre cidades de refúgio e sobre muitos outros assuntos que não possuíam qualquer relação possível com uns poucos viajantes famintos.
Não apenas os teólogos inteligentes e honestos admitem que Moisés não foi o autor do Pentateuco; todos admitem que ninguém sabe quem foram os autores ou quem escreveu qual daqueles livros, capítulo ou linha. Sabemos que os livros não foram escritos na mesma geração; que não foram todos escritos por uma única pessoa; que estão repletos de erros e contradições. Admite-se também que Josué não escreveu o livro que leva seu nome, pois nele há referências a eventos que ocorreram muito tempo após sua morte.
Ninguém conhece ou finge conhecer o autor de Juízes; todos sabemos que foi escrito séculos após os juízes terem deixado de existir. Ninguém conhece o autor de Rute, nem o Primeiro ou o Segundo de Samuel; sabemos apenas que Samuel não escreveu os livros que têm seu nome. No 25o capítulo de I Samuel é narrada a criação de Samuel pela feiticeira de Endora.
Ninguém sabe quem foi o autor de I e II Reis ou de I e II Crônicas; tudo que sabemos é que tais livros não têm qualquer valor.
Sabemos que os Salmos não foram escritos por Davi. Neles fala-se da escravidão, a qual somente ocorreu por volta de cinco séculos após Davi ter “dormido” com seus pais.
Sabemos que Salomão não escreveu os Provérbios nem os Cânticos; que Isaías não foi o autor do livro com seu nome; que ninguém conhece o autor de Jó, Eclesiastes, Éster ou qualquer outro livro do Novo Testamento, com exceção de Esdras.
Sabemos que Deus não é citado nem aludido em qualquer aspecto no livro de Éster. Sabemos também que o livro é cruel, absurdo e impossível.
Deus não é mencionado no Cântico dos Cânticos, o melhor livro no Velho Testamento.
E sabemos que Eclesiastes foi escrito por um incrédulo.
Sabemos também que os próprios judeus não haviam decidido quais livros eram inspirados — ou seja, autênticos — até o segundo século após Cristo.
Sabemos que a ideia de inspiração difundiu-se lentamente, e que a inspiração era determinada por indivíduos que tinham certos fins a serem atingidos...
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NOTA DESTE BLOGGER: CONTINUO EM BUSCA DE ESPANTAR MEUS FANTASMAS QUE AINDA ME FAZEM PERDER O SONO. SEM MEDO DE SER TACHADO DE HEREGE OU DE ENDEMONINHADO, LANÇO O DESAFIO SOBRE ESTE ARTIGO. VÁRIOS FATORES AQUI DESCRITO HOJE ME FIZERAM CRER QUE A BÍBLIA NÃO É MAIS PARA MIM UM LIVRO INSPIRADO POR DEUS, POIS ELA SEMPRE TRAZ DISCÓRDIAS E DIVISÕES E MAIS, MUITAS CONTRADIÇÕES. ALÉM DO QUE, OS QUE A LÊEM USAM-NA PARA AMALDIÇOAR, RECRIMINAR E CONDENAR AOS OUTROS QUE PENSAM DIFERENTE.

21 de jan de 2011

BEM OU MAL?

          O bem e o mal. O que viria a ser essas duas palavras? Ou, o que viria a ser estes dois sentimentos? Ou, o que viria a ser estes dois comportamentos? Seriam espirituais? Seriam da psique do homem? Ou simplesmente desejo? São intrínsecos à natureza humana? Parte da criação dos pais e de suas experiências para com seus filhos? Ou seja, vem do berço de cada um? Famílias destruídas, metidas em confusão constantemente uns com os outros? Do meio em que vivem? Da situação financeira em que cada um se encontra? Isso é difícil de saber por que existem casos de pessoas que viveram em locais difíceis, com vida financeira abaixo do padrão de sobrevivência que se tornaram grandes pessoas e profissionais, enquanto outros possuem do bom e do melhor e são verdadeiros marginais.
            Muitos não aceitam a questão de uma batalha travada pelo bem e pelo mal. Muitos não aceitam que há uma influência benigna que se chama Deus e que parte de Deus as influências benignas, capazes até de mudar comportamentos antes maldosos para comportamentos extraordinários, de causar espanto até nas pessoas que os conheciam. E também, muitos não aceitam a questão de uma influência maligna junto àqueles que o fazem e que parte do assim chamado Diabo e seus demônios.
            Já outros muitos crêem que há sim a influência direta destas duas forças no universo, acarretando o comportamento de muita gente. Como por exemplo, os religiosos do islamismo, cristianismo, budismo, espiritismo, zoroatrismo, judaísmo e por aí vai. Mas muitos crêem ainda que não há estas duas forças lutando entre si, visto que o próprio Deus está sendo complacente com aqueles que precisam escapar de uma condenação eterna e por isso ainda não destruiu por completo a Satanás ou o Diabo e seus anjos caídos. Ou seja, o mal já está destruído na pessoa de Cristo.
            Uma pessoa, independente de ser religiosa ou ateísta que pratica crimes contra a humanidade em geral, do âmbito mais simples ao mais complexo, não podemos classificá-lo como uma pessoa de bem. Podemos dizer que ela, a pessoa, é má e que sua índole é má. O que a fez ser uma pessoa má? Que tipo de problemas essa pessoa enfrentou ou sofreu para que chegasse a tal ponto? Falta de amor? De conhecimento do que é certo ou errado? Quando uma pessoa está praticando maldade ela sabe e conhece a verdade que o que está fazendo não é correto. Por que então as pratica? O pior é que, aquele que pratica um ato maldoso, sempre projeta para algo ou alguém a culpabilidade de seus atos. E nunca para si mesmo.
            Outra pessoa, também da mesma forma que procura sempre praticar o que é correto, podemos classificá-la como de índole boa. Sem vícios do mal. Conhece o que é correto e o pratica. Busca o seu crescimento e mantém-se sempre firme na direção certa cumprindo todas as leis. Agora, esse mesmo, quando responde mal a seu filho ou à sua esposa, ou se comporta inconvenientemente no trânsito, no trabalho, na pressa em não ajudar mais um mendigo que o pede algo, não estaria também praticando o mal?
            Onde quero chegar? Muitos não acham que o bem e o mal são intrínsecos do ser humano, ou seja, que possa ser do íntimo da pessoa, que possa vir do coração.
Creio que ambos são intrínsecos sim e estão juntos e por uma consciência limpa e mais tranqüila e uma vida menos cheia de conseqüências desastrosas, fica mais fácil se direcionarmos nosso pensamento às coisas boas, esquecendo-nos do que é ruim. Independente de crenças ou não. Hoje posso dizer que mesmo longe da religião sei que insisto em efetuar o que é correto e bom. Somos capazes disso, por que conhecemos o que é verdade, o que é certo e o que é mentira ou engano. 
Todos nós aprendemos todos os dias. Basta apenas realizarmos. E não custa nada.

16 de jan de 2011

O CORPO

Hoje de manhã na FOX canal de filmes de televisão fechada, vi o filme denominado O CORPO que retrata sobre o achado de um esqueleto que poderia ser o de Jesus, visto que tinha todas as características descritas nos evangelhos. No papel principal Antônio Bandeiras faz um papel de padre que é mandado para Jerusalém para investigar sobre o mesmo.
O desenrolar do filme é interessante e mostra de modo superficial, SUPERFICIAL MESMO, os interesses materiais, políticos e acima de tudo religiosos das igrejas, principalmente da católica.
Mostra os absurdos que as religiões provocam no mundo todo e como homens ficam totalmente transtornados quando algo vai de encontro às suas crenças. Os misticismos que aprisionam e aterrorizam os homens. Hoje entendo quando dizem que o mundo seria melhor se as religiões não existissem.
Já venho repensando na questão de Jesus ser Deus e neste filme pude continuar repensando nisso, caso isso venha a acontecer, com certeza não me abalará em nada. Aliás, tenho muitas coisas a repensar e estou fazendo.
Para quem não assistiu ao filme, vou estragar a suspresa, pois no final, descobre-se que não era o corpo de Jesus e sim de um jovem em que seus familiares o vestem ou o sacrificam (não sei se em vida ou depois da morte) da mesma forma de Cristo: coroa de cravos, lança no lado esquerdo, sem nenhum osso quebrado, furos nas mãos e nos pés pedindo que Deus o receba lá como recebeu a Cristo. Só não sei se este jovem ressuscitou também.
Agora, o que gostiei mais no filme foi quando o padre Gutierrez (Antônio Bandeiras) vira para o Arcebispo de Roma e diz: "A partir de hoje, servirei a Deus do meu modo e da forma que eu achar correta. Minha fé na igreja e nos homens foi embora e vi o quanto aprisionam as pessoas por seus interesses pessoais, políticos e financeiros e não farei parte mais desta mentira".

Faço das palavras deste padre na ficção, minhas palavras na vida real.

LEPROSO! LEPROSO! LEPROSO!

  por Cleiton Heredia



Antigamente, mais precisamente nos tempos do antigo Israel bíblico, quando uma pessoa encontrava-se acometida de hanseníase, popularmente conhecida como lepra, era obrigada por lei a afastar-se de todo tipo de convívio social. Ele deveria deixar o seu lar e o seu trabalho, afastando-se por completo de sua família e dos seus amigos. A partir do momento que a doença fosse detectada seus únicos companheiros poderiam ser somente os outros leprosos igualmente marginalizados.

Como se não bastasse toda a dor causada pelo afastamento daqueles que ele mais amava, ainda era obrigado a se submeter à um humilhante costume exigido naquela época. Cada vez que um leproso visse uma pessoa normal se aproximando dele, deveria gritar para que todos pudessem ouvir:

- "Leproso! Leproso! Leproso!"

Desta forma as pessoas seriam avisadas para desviarem seu caminho e não se aproximarem daqueles que eram vistos como miseráveis pecadores amaldiçoados por Deus.

Os anos se passaram e aqui nos encontramos já vivendo o século XXI. A humanidade evoluiu cientificamente e com isso o bacilo Mycobacterium leprae foi identificado transformando a lepra em apenas mais uma doença passível de ser tratada e curada. Somente acho lamentável que a mentalidade de muitos seres humanos não tenha evoluído na mesma proporção que a ciência avançou.

Vivemos em um mundo onde 97% das pessoas são de alguma forma religiosas, ou seja, acreditam em algum tipo de força superior transcendente e sobrenatural denominada deus ou deuses. Os 3% que não pensam da mesma forma e se atreveram em algum momento de suas vidas a se declararem ateus ou ateus agnósticos, são vistos por esta esmagadora maioria de religiosos como verdadeiros leprosos morais.

Os familiares religiosos os rejeitam, os amigos religiosos se afastam e até no trabalho correm o risco de serem demitidos pelos seus patrões igualmente religiosos. Quando estes marginalizados do mundo da fé procedem de algum tipo de comunidade religiosa, passam a ser alvo de uma espécie de asco e ódio "santificados" por parte daqueles que antes lhes chamavam de irmãos.

O antagonismo que recebem é tão gritante que nem precisam mais alardearem pelos quatros cantos: "Leproso! Leproso! Leproso!". O mundo religioso é quem se incumbe de dar o sinal de alerta mediante sistemática difamação e insinuante calúnia: "Cuidado, aquele ali é um ateu!"; "Apostatou da fé!"; "Abandonou a Deus!"

Quanto a lepra, ainda entendo que havia uma razão lógica para, naquele tempo, afastarem os contaminados. A doença era contagiosa e não tinha cura. Mas e quanto ao ateísmo? Ele é contagioso? De forma alguma! Só se torna ateu quem quer. Ele não tem cura? Eu acredito que não, porém os "sãos" nada tem a temer, pois além de já estarem vacinados com a fé, não existe qualquer risco de contaminação involuntária.

Então, por que um ateu precisa ser tratado como um leproso? Eu sinceramente não entendo. Eles continuam sendo as mesmas pessoas. Suas convicções mudaram, mas não o seu caráter. É claro que existem bons e maus ateus, assim como existem bons e maus religiosos. Se um religioso é honesto e cumpridor das leis, a tendência é que, caso um dia venha se tornar um ateu, continue sendo honesto e cumpridor das leis.

Este negócio de pensar que a concepção da inexistência de Deus torna tudo válido, só passa pela cabeça pequena de pessoas que não entendem nada de cidadania e respeito ao próximo. Somente um péssimo religioso faz o que é certo com vistas na recompensa e com medo do castigo. Um bom religioso faz o que é certo simplesmente porque é a coisa certa a ser feita. Um bom ateu também!

O que mais me entristece nesta história é saber que estes "cristãos", que agem de forma discriminatória e desrespeitosa para com os ateus (leprosos?), tiveram em seu Mestre máximo um exemplo bem diferente.

Jesus não excluiu os leprosos de seu convívio, nem muito menos os considerou párias da sociedade.

Jesus os amou!
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NOTA DESTE BLOGGER: Creio que não precisa comentários.

11 de jan de 2011

O BRASIL DA RENOVAÇÃO

"Florentina, Florentina
Florentina de Jesus
Não sei se tu me amas,
Prá que tu me seduz?"
O ditado mais certo é o que diz: "O povo possui os governantes que merece". E isso se aplica exatamente neste país chamado Brasil.
Ninguém se preocupa em pesquisar o perfil dos candidatos. Quem são. O que fizeram. Quais atos tomaram. Projetos de lei. O que votaram para prejudicar o povo ou ajudar.
Não tenho nada contra o Tiririca, muito pelo contrário, sou fã do palhaço Tiririca, mas creio sinceramente que o Congresso não é o seu lugar. Será apenas mais um para receber o gordo salário que os congressistas recebem e nada para o povo que morre a míngua. E não falo somente dos pobres não, mas dos intelectuais, ricos,  estudiosos, todos que estão dentro das leis existentes deste país chamado Brasil.
Tiririca, como sempre fez na vida toda para os outros, deve estar sorrindo para as paredes, pois já entra com aumento salarial de nada mais nada menos de que 61,8%, pois equipararam seus salários ao pessoal do Judiciário. É mole?
Pergunto: Qual o intuito de se eleger novos deputados? Respondo: Para que haja renovação. Mudanças. Mas desta forma, o que se vê é que é, as caras novas possuem as mesmas vontades dos caras velhas:  MAMAR NAS TETAS DA VELHA BRASÍLIA (COLOCADA PARA SER A CAPITAL DO BRASIL PARA QUE NINGUÉM OS PERSIGAM COMO ERA NO ANTIGO RIO DE JANEIRO) A CUSTO DA FOME E DA NUDEZ DO POVO BRASILEIRO, que muitas vezes troca seu voto por um prato de comida, uma cesta básica, um milheiro de tijolos, um quilo de carne, um emprego para um parente e outras coisas.
E os poderosos que se elegem continuam rindo da desgraça do povo brasileiro, daqueles que os sustentam por lá em Brasília.
Continuo o questionamento: Quem ajuda ao povo? A quem recorremos? Onde buscamos nossos direitos? Para quem pedimos? A esses senhores? Os que estão para nos defender riem de nossa cara. A quem vamos reclamar?
A imprensa que era para estar do nosso lado, é aliada da minoria política. Vergonha.
Os princípios básicos do Direito Administrativo que são: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência, que são para serem cumpridos por eles, pelos administradores públicos, fingem que não existem e fazem com que passem longe deles. Quando alguém mete a boca no trombone logo é preso por desacato.
Quando vamos em uma instituição pública para sermos atendidos, somos mal tratados constantemente, mas existe um aviso na nossa cara que diz: DESACATO AO FUNCIONÁRIO PÚBLICO EM SEU EXERCÍCIO PROFISSIONAL, PENA COM PRISÃO DE UM A DOIS ANOS. E nós, não podemos prendê-los por nos tratar tão mal?
Esses senhores que se deram um aumento, deveriam ter vergonha das estripulias que aprontaram no governo do Lulinha paz e amor, pegar suas caras-de-pau e enfiarem debaixo da terra como fazem os avestruzes. Deveriam se preocupar em limpar suas imagens sujas por escândalos de nepotismos e atos em prol de si mesmos, mais uma vez provados por esse aumento absurdo de 61,8% nos seus salários que até final deste ano estarão embolsando a bagatela de R$100.000,00 ao mês cada um.
Ah, por falar nisso eu encontrei a
"Florentina, Florentina
Florentina de Jesus
Não sei se tu me amas
Prá que tu me seduz?" 
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